Defesa Civil se prepara para decretar emergência pela estiagem

Na manhã desta quinta-feira, 08, a coordenadora da Defesa Civil municipal, esteve reunida com autoridades do município para relatar as situações em relação ao período de seca que está causando prejuízo em diversas culturas e como consequência afetando diretamente a economia do município que tem em sua base a agricultura e a pecuária, as mais afetadas.

Estiveram presentes, o Prefeito Rubem Wilhelnsen, Secretários de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda, Assistência Social, Rosane Wilhelnsen, Educação, Cristiane Pereira Dávila, Saúde, Dioner Azambuja, representante da Cooperforte, Vanderlei Jurokoski, Emater, Cristiam Vergara e Celso Silveira pelo Sindicato Rural de Herval.

A coordenadora da Defesa Civil, Mara Carvalho, iniciou o encontro solicitando aos secretários e setores envolvidos, documentos – ofícios – com o levantamento das situações que a população vem trazendo por conta da estiagem, exemplo, produção de alimentos para o consumo, o que é comum em propriedades rurais. Casos como o que a Cooperforte junto a Corsan já está apoiando, como a entrega de água nas localidades, Cerro Azul, Tamoyos, Fazenda Nova, São Virgílio. Queimadas, açudes vazios e perda nas plantações, como soja e milho, entre outras culturas, são relatadas todos os dias, neste período  de secacque iniciou em dezembro de 2017.

A orientação é que esses ofícios sejam entregues até a semana que vem para que se possa com o apoio da Emater estabelecer os índices e perspectivas dos prejuízos e o que se pode solicitar em questão de valores para auxiliar nas perdas. Ainda nesta manhã de quinta-feira o Adjunto da CREPEDEC 4, 3° Sargento João Carlos Goulart Domingues estará passando por várias localidades para verificação e produção do laudo técnico para anexar ao pedido de homologação do decreto de emergência para o estado para o encaminhamento ao Ministério da Integração Nacional.

Encontro com a Defesa Civil

Antes de sair a campo, o Prefeito recebeu o 3° Sargento João Carlos Goulart Domingues, juntamente com o Secretário de Agropecuária e Desenvolvimento e o Chefe do Escritório da Emater, Charles de Pauli, no gabinete. O 3º Sgt falou para o Prefeito que já tem ideia da situação em que se encontram os produtores e o que mais os afeta e além das visitas, a Defesa Civil regional está disposta para auxiliar o município, bem como já está fazendo com os outros municípios que decretaram situação de emergência.

Moradores

Relatos e situações são recebidas diariamente nas secretarias, e a seca que já vem desde dezembro, parece que ainda vai durar pelo mês de fevereiro e março, segundo os dados meteorológicos apresentados em matéria veiculada na RBS.

Marília Gonçalves e sua família, residentes no Assentamento Tamoyo já estão recebendo água potável. Claudio Inhaia assentado e produtor também relata que sua plantação de milho está seca e lamenta a perda da produção. Entre outros tantos relatos que se somam para compor este cenário desfavorável e catastrófico.